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ConstruÁgil

Consultoria de engenharia

Antes de orçar o prédio, saber o que vai em cada metro quadrado

O projeto de especificação define, camada por camada, a fachada e as paredes internas do seu empreendimento — e entrega o quantitativo contado, não estimado. É o documento que transforma «vamos fechar em drywall» numa decisão com número.

O problema

O fechamento é onde o orçamento escorrega

Na viabilidade, a estrutura tem número e a fundação tem número. O fechamento entra como um valor por metro quadrado tirado de outra obra — e é nele que a conta estoura, porque ninguém contou quantas placas, quanta massa, quantos metros de fita e quantos parafusos aquele prédio consome de verdade.

Compra pelo excesso

Sem contagem, compra-se com folga «para não faltar». A folga vira sobra no canteiro e sobra é dinheiro parado que ninguém devolve.

Parede errada no lugar errado

Chapa comum onde molha, chapa simples onde era preciso desempenho acústico. O erro só aparece depois de pronto, e aí o conserto é demolir.

Fachada que trinca

Num prédio, a estrutura se movimenta. Fachada desenhada como se fosse de uma casa térrea fissura no primeiro ano.

Fachada

Seis camadas, cada uma com a sua função

A fachada em Light Steel Frame com substrato cimentício não é um revestimento: é um sistema, e cada camada tem função e espessura definidas em projeto.

  • Painel estrutural em LSF, com isolamento em lã
  • Membrana hidrófuga
  • Substrato cimentício de 12,5 mm, com tratamento de juntas
  • Basecoat, 1.ª camada — cerca de 5 mm
  • Malha superficial
  • Basecoat, 2.ª camada — cerca de 2,5 mm
Desenho da composição da fachada: as seis camadas separadas, da estrutura em Light Steel Frame ao basecoat de acabamento, com a tabela de espessuras
Corte em perspectiva da fachada atravessando três lajes, com o painel destacado e a junta de dilatação horizontal entre pavimentos

O detalhe que separa prédio de casa

Uma junta a cada pavimento

Num prédio a estrutura se movimenta, e a fachada precisa acompanhar esse movimento em vez de brigar com ele. Por isso o projeto prevê uma junta de dilatação horizontal de 100 mm entre cada pavimento, com perfil de dilatação e base para junta e pingadeira desenhados no encontro superior e no inferior.

Uma fachada desenhada como se fosse de uma casa térrea fissura no primeiro ano. É esse desenho, repetido pavimento a pavimento, que evita o problema.

Fixação

E consoles que não se repetem

A fachada se prende à estrutura por consoles desencontrados entre um pavimento e o seguinte, em perfis de 300 e de 70 mm. O projeto mostra o conjunto montado, com cada perfil identificado, antes de qualquer peça ser cortada.

Vista isométrica da estrutura de aço da fachada em torno de um pavimento, com os perfis de dilatação, os perfis de 300 mm e os consoles identificados

Paredes internas e forro

Uma composição para cada ambiente

Dentro do prédio o critério não é estético, é de desempenho: o que a parede separa e o que ela vai receber. Num hotel que especificamos, o projeto definiu sete composições diferentes sobre o mesmo perfil de 75 mm.

Cinco composições de parede desenhadas em perspectiva explodida: perfil de 75 mm com chapa standard, resistente à umidade, com placa de alto desempenho e com barreira de água e placa cimentícia, cada uma com a sua tabela de camadas e espessuras

Área seca

Chapa standard de 12,5 mm — e chapa dupla, com placa de alto desempenho, onde o requisito é acústico.

Área úmida

Chapa resistente à umidade, simples ou dupla, conforme a exposição do ambiente.

Área molhada

Barreira de água e placa cimentícia — o mesmo substrato que vai na fachada.

Pontos de esforço

Placa cimentícia em camada dupla no vão-osso das portas, onde o uso castiga todos os dias.

O projeto desce ao detalhe de qual parafuso usar em cada situação — ponta agulha ou ponta broca, 25 mm na primeira camada e 45 mm na segunda, e ponta broca só a partir de aço #0,80. E marca, na planta, onde entra cantoneira perfurada de 40 mm: em todo encontro de placa a 90°, inclusive nas portas e janelas.

Vista em perspectiva de um pavimento com as paredes internas em Light Steel Frame montadas dentro da estrutura de concreto, cada painel numa cor

Antes de cortar a primeira peça

O pavimento inteiro já existe no modelo

Cada parede é modelada painel a painel, com os vãos de porta e de janela no lugar, dentro da estrutura de concreto que já está lá. As cores não são enfeite: separam os painéis, que é como eles chegam ao canteiro.

É desse modelo que saem a especificação e o quantitativo — não de uma planilha montada à parte. Por isso os números fecham com o que a obra realmente consome.

O quantitativo

Contado, não estimado

As pranchas de quantitativo trazem uma nota que resume o método: «as quantidades consideradas são exatas, sem consideração de perdas». O que você recebe é a contagem do modelo, para somar a sua margem com conhecimento de causa — em vez de embutir uma folga que ninguém sabe medir.

Numa torre residencial

Por área de fachada quantificada: 200,91 m² de placa cimentícia, 210,27 m² de membrana, 6.696,99 parafusos, 268,72 kg de basecoat para as juntas e 1.247,65 kg para o acabamento — mais 172,81 m de base para junta e pingadeira.

Num hotel

Num bloco: 2.470,22 m² de chapa de gesso, 3.705,33 m de fita de junta, 1.417,57 kg de massa, 1.085,17 m² de lã e 643,79 m² de placa cimentícia — com os parafusos separados por tipo, 35.413 de 3,5×25 e 26.341 de 3,5×45.

Barras, não metros

No forro, o projeto faz o plano de corte: cada peça recebe um nome e sai de uma barra identificada. Num pavimento, 211 peças somam 316,42 m — e cabem em 105 barras de 3 m. É isso que se compra.

Planta de forro com o plano de reaproveitamento: cada trecho de perfil identificado por um nome e marcado como peça inteira ou como união de sobras

Acima, o plano de corte de um pavimento: cada trecho de perfil tem nome e vem marcado como peça inteira ou como união de sobras.

Trechos de pranchas reais

O nível de detalhe que chega ao canteiro

Não são ilustrações: são recortes das pranchas de um projeto de fachada que entregamos. É neste grau de detalhe que a dúvida deixa de existir no canteiro.

Corte B-B da fachada, com os panos de placa, as esquadrias e todas as cotas em milímetros

Corte

Corte B-B, cotado ao milímetro

Detalhe D1: o encontro da fachada com a esquadria, com cada camada nomeada e a indicação da base e pingadeira de PVC

Detalhe

O encontro com a esquadria, camada a camada

Vista geral em perspectiva de uma esquadria na fachada, com o perfil de dilatação e a base para junta com pingadeira horizontal

Perspectiva

A esquadria vista em três dimensões

Detalhes D2 e D3 da junta de dilatação, com a junta e pingadeira horizontal superior e inferior e as camadas de basecoat e malha

Detalhe

A junta de dilatação, por dentro

A entrega

O que chega às suas mãos

Um caderno de pranchas assinado, com Anotação de Responsabilidade Técnica. O número de pranchas acompanha o porte da obra: sete numa fachada de torre, vinte num hotel de dois blocos e cinco pavimentos.

Plantas de especificação

Cada parede da planta marcada com a composição que lhe corresponde, e a legenda de camadas com material e espessura.

Elevações, cortes e detalhes

Inclusive os detalhes que costumam faltar: junta de dilatação, pingadeira, partida, tratamento de cantos e de esquadrias.

Quantitativos e acessórios

Por composição e por material, com os acessórios em metros lineares e os parafusos discriminados por tipo e comprimento.

Forro, quando faz parte

Paginação, estrutura e o plano de reaproveitamento de peças, pavimento a pavimento.

Como funciona

Do arquitetônico ao caderno de especificação

  1. Você envia o projeto de arquitetura

    Plantas, cortes, fachadas e o que já houver de complementares. A partir daí entendemos o porte, a tipologia e o nível de exposição da obra.

  2. Alinhamos requisitos

    O que cada ambiente precisa — umidade, acústica, resistência — e o que a fachada vai receber. É aqui que as composições nascem, e é uma conversa de engenharia, não um formulário.

  3. Modelamos e especificamos

    O modelo é construído com as composições definidas; a especificação e o quantitativo saem dele, não de uma planilha à parte.

  4. Você recebe o caderno assinado

    Com ART. E com revisões registradas: o projeto acompanha a obra enquanto ela muda.

Para quem é

Quem usa isso, e quando

Incorporadoras e construtoras

No estudo de viabilidade, para comparar construção seca e alvenaria com números do mesmo prédio — e depois para comprar pelo que a obra consome.

Escritórios de arquitetura

Para entregar ao cliente um projeto que já vem com a especificação de fechamento resolvida e assinada por engenharia.

Quem já decidiu construir a seco

E precisa que o canteiro receba a informação certa, prancha a prancha, em vez de decidir no improviso.

Fale com a engenharia

Mande o projeto e receba a análise

Avaliamos o material e voltamos dizendo o que o seu prédio precisa e como trabalhamos.