Barreira Acústica

Elemento arquitetônico que promove queda de intensidade sonora, colocadas entre a fonte produtora de ruído e o receptor.


São proteções colocadas entre a fonte produtora do ruído e o receptor.


Do ponto de vista acústico, a barreira funciona geralmente como elemento isolante. Porém, em algumas condições deve ter também propriedades de absorção, para minimizar a reflexão das ondas sonoras que incidem sobre ela. Por exemplo, em situações em que ela está instalada muito próxima à via é praticamente obrigatório que a barreira seja também absorvente. Mas é o projeto que vai dar as características.

Utilizando os elementos da topografia local, a distância das edificações da fonte de ruídos, partimos para o cálculo da barreira, definindo sua altura, o material, a massa necessária para funcionar como isolante acústico, e ainda avaliando se é necessário que ela tenha propriedades absorventes. Há hoje vários softwares que nos ajudam nessas definições. Em ambas as situações, a etapa seguinte é a do dimensionamento estrutural da solução, quando serão considerados os esforços do próprio peso, a resistência ao vento, as fundações.


Barreiras acústicas em vias:

A eficiência da barreira é determinada por fatores como altura, comprimento, posição em relação ao emissor de ruído e o receptor, além das características de transmissão sonora da proteção. Precedem o dimensionamento diagnósticos sobre as condições locais. Duas situações de projeto são comuns. A primeira na qual o objetivo é atenuar o barulho em áreas lindeiras a vias de tráfego já existentes. O trabalho nesse caso envolve medições para aferir o fluxo de veículos e os níveis sonoros em diferentes momentos do dia. Já a segunda ocorre quando projeto antecede a implantação da infraestrutura de transporte. A simulação, então, irá partir de dados experimentais, por exemplo, de medições realizadas em regiões que apresentam condições semelhantes.


Não somente variáveis acústicas são consideradas no projeto. Por ser uma solução complexa, com interferências relevantes na paisagem, as características da barreira devem ser definidas também levando-se em conta fatores urbanísticos, ambientais e até sociais. O problema, é que por vezes a solução é implantada apenas para atender determinações judiciais, e questões sobre o impacto na vizinhança acabam sendo ignoradas pelos operadores da via. Mas, acredita, à medida que a utilização das barreiras se torne comum no Brasil, a integração destas com o entorno passará a ser mais valorizada.

As opiniões e preferências da comunidade devem ser sempre captadas pelo projeto. Há também que se considerar no dimensionamento da solução, questões como segurança do trânsito, acessos e saídas, interfaces com outros elementos da via, reflexos de luz sobre os motoristas, e monotonia do padrão do anteparo.

TIPOLOGIAS

No Brasil os materiais comumente aplicados na construção de barreiras acústicas são chapas metálicas e painéis em concreto. Com menor frequência, aparecem proteções em policarbonatos e vidros. Madeiras e elementos naturais, como plantas e arbustos, são opções bastante utilizadas em países onde a solução é mais disseminada.


A ABNT NBR 14.313(Barreiras Acústicas para Vias de Tráfego: Características Construtivas) traz os principais requisitos técnicos do projeto acústico e estrutural dos anteparos, bem como exigências relativas aos materiais geralmente empregados em sua confecção.

  • Concreto “A propriedade isolante é dada em função da massa. Daí, as placas de concreto serem opção para a constituição dos anteparos. O material, tem ainda vantagens relacionadas à resistência estrutural, durabilidade, baixa manutenção e custo moderado. "Se forem necessárias propriedades absorventes, a barreira poderá ser composta por uma camada de concreto armado e outra de concreto poroso.

  • Metálicas As chapas podem ser perfuradas em uma das faces e recheadas com lã de rocha ou lã de vidro, lã de pet, aliando, assim, propriedades isolantes e de absorção. "É muito usada em ferrovias para absorver as reflexões produzidas no corpo do trem ou nas saídas e entradas de túneis. Apesar de versáteis, exigem manutenção constante para evitar a deterioração precoce.

  • Vidro A norma da ABNT determina que só devem ser utilizados vidros de segurança. Orienta ainda sobre o perigo do anteparo transparente para os pássaros e as possíveis reflexões de luz que podem prejudicar motoristas.

  • Policarbonato Assim como o vidro é ótimo isolante e apresenta a vantagem de permitir uma melhor integração com a paisagem. O único senão é o alto custo. Dependendo da região onde é instalada a barreira, questões relacionadas ao vandalismo deverão ser levadas em conta.

  • Madeira Deve ser, segundo a NBR 14313, resistente a pragas orgânicas, umidade e altas temperaturas. As barreiras de madeira são muito adequadas para áreas rurais preservadas, onde não é necessário atingir grandes alturas. A possibilidade de uso de materiais recicláveis resulta em atributos ligados à sustentabilidade.

  • Barreiras naturais Se integram bem com a paisagem e podem ser combinadas com barreiras artificiais. "Colocar vegetação ocultando a visão de uma rodovia pode produzir um efeito subjetivo de melhora. Porém em termos de níveis sonoros a redução é mínima. Para conseguir uma redução de 2 decibéis precisamos de, aproximadamente, 50 metros de vegetação densa, o que não constitui uma alternativa viável na maioria dos casos.

É bom saber

Além da ABNT NBR 14313, é fonte de consulta para a elaboração e contratação de projetos de barreiras a NBR 10.151 (Acústica - Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade - Procedimento).

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