Agressividade do ambiente

Atualizado: 19 de Jun de 2018

Projetos de estruturas de aço expostas a ambientes quimicamente agressivos exigem atenção especial para assegurar desempenho e vida útil à edificação.

Diversas obras de edificações e de infraestrutura em aço são executadas em ambientes expostos a agentes agressivos. Por isso, precisam de cuidados especiais em suas fases de projeto, construção e operação para que atendam às expectativas de desempenho e durabilidade.  O aço deve ser alvo de alguns cuidados especiais na fase de análises dos materiais que serão utilizados na sua formulação. Aumentar as espessuras em micras, aplicar materiais para minimizar a oxidação e preocupações quanto ao proximidades do mar são indispensáveis.  A análise do ambiente em que a estrutura estará, influi diretamente nas especificações do aço e das proteções para alcançar a durabilidade pretendida.


Há diversas situações em que o aço está sujeito à agressividade do ambiente. Armazéns de fertilizantes, por exemplo, podem sofrer ataques por sulfatos presentes nos produtos armazenados. Já as estações de tratamento de esgoto colocam o aço em contato com sulfatos e ácidos agressivos provenientes da decomposição nos tratamentos anaeróbios da matéria orgânica - além do ataque superficial, pequenas oxidações podem acelerar significativamente o surgimento de manifestações patológicas nessas estruturas. Já os ambientes marinhos, por sua vez, são nocivos ao aço por conta da presença de íons de cloro e sulfatos, além da erosão causada pela água do mar e por resíduos que podem se encrustar nas estruturas.

A água do mar é considerada mais agressiva nas zonas de variação de maré, pois, nessas áreas, a combinação de ar, água e sais, em intervalos cíclicos, somada a processos físicos de abrasão, aumenta a agressividade.   Estruturas submersas, por exemplo, estão sujeitas a menos riscos do que as estruturas em zonas de maré. Ainda assim, qualquer estrutura em ambiente litorâneo sofre ataque mesmo não estando em contato com a água do mar por conta da salinidade presente na névoa marinha - a chamada maresia.  Quanto mais próxima do mar, maior a quantidade de sais levados à estrutura. 1) Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (um nível acima) para ambientes internos secos (salas, dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de serviço de apartamentos residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura). 2) Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda (um nível acima) em: obras em regiões de clima seco, com umidade relativa do ar menor ou igual a 65%, partes da estrutura protegidas de chuva em ambientes predominantemente secos, ou regiões onde chove raramente. 3) Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em indústrias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes, indústrias químicas. Fonte: NBR 6.118:2007



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